07 setembro 2015

Os textos da Gabriela Freitas



Quem me conhece de perto sabe que sou apaixonada por textos melancólicos. Seja de amor, de drama, tristeza, alegria. Se tem uma parte daquelas bem melosas, pode ter certeza que é bem o meu tipo. E olha que surpresa, recentemente eu estava passeando pelo facebook até que encontrei uma escritora. Fui ler alguns textos dela e fiquei super apaixonada, e virei fã de cara! Sabem quem é ela? A Gabriela Freitas! Uma escritora super linda, carismática e boa pinta, que impressiona a todos com seus textos digamos que, profundos! haha vem conhecer mais dela!


    "Gabriela Freitas tem dezenove anos, carinha de pré-adolescente e humor de gente velha. É meio insegura, dramática e um tanto áspera. Personalidade forte, meio agridoce, sabe?! Apaixonada por boa música, fotografias e romance de fazer qualquer um chorar. Estudante de Jornalismo. Amante de política, moda e cinema. Escritora de meia tigela, metida a romancista. Paulistana, noveleira e mantém os pés o mais longes do chão que for possível.


Criei o blog no final de 2010, aos quinze anos, quando meu coração pareceu ter sido quebrado para sempre. Não foi. Eu precisava de um lugar para desabafar e uma amiga me aconselhou a criar um espaço para expor meus textos feitos para-alguém-que-eu-esperava-jamais-ler em um lugar onde ninguém me conhecia, entrei no blogspot, gostei da interface e comecei a criar meu segundo mundo. O coração foi quebrado mais um trilhão de vezes pelo mesmo rapaz. E eu continuei escrevendo sobre como era ter um coração partido. E ele nunca me leu. E eu cresci. E o blog cresceu comigo. Resultado? Embarquei de corpo e alma em outros estilos de postagens, incluindo os contos que eu amo com toda a minha alma escrever, acabei descobrindo o que eu queria fazer para o resto da vida: jornalismo, passei a encarar o blog não como um diário-sobre-um-babaca, mas como uma segunda casa que reflete o meu ser interior e no final de 2014 comecei o meu primeiro livro.


Hoje agradeço muito ao babaca que quebrou infinitas vezes meu coração, foi graças a ele que eu descobri o quanto amo as palavras e conquistei meu blog que hoje sem dúvidas é a minha coisinha favorita na vida. ♥"
fonte: www


Só por aí já deu pra ficar morrendo de curiosidade né gente?! Eu já estou mega fã dela! O jeito como ela escreve, o modo como ela retrata a vida é super viciante. Sim, viciante. Sou suspeita para falar disso tudo, pois estou vivendo uma situação complicada esses dias, muitas confusões, lágrimas, decepções... e acho que encontrei consolo nos textos da Gabi. Sério, ela tem me surpreendido a cada dia, e me deixando com mais vontade de ler seus textos! #BibielaSouSuaFã <3
Vou deixar um dos textos dela aqui para vocês e o link do blog dela também, que por sinal, é um poço de amor!


Deixa eu falar, mesmo que você não me escute

Oi, tudo bem?

Sou eu de novo, desculpa por estar te ligando mais uma vez. Desculpa porque a gente prometeu ficar um tempo sem se falar e eu não consigo fazer isso direito. Desculpa se já tá tarde, tanto no tempo que marca o relógio da sala, quanto pro do nosso amor. Agora você deve estar dormindo e provavelmente nem ouviu o celular tocar, eu sei que você não vai ver essa mensagem hoje, mas não tem problema, amanhã cê olha e sorri de rabo de olho fingindo que não fez nenhuma diferença. Na verdade eu sei que sempre faz.

Se eu fechar os olhos posso te ver, o lençol cobre só metade do seu corpo, assim não esquenta muito, mas também não esfria demais, como cê mesmo dizia. A luz do abajur, que fica na escrivaninha do lado esquerdo, ilumina parte da sua pele morena à mostra, posso afirmar com convicção que seu peito está despido, você nunca gostou de nada grudando em você na hora de dormir, só de mim. Seu rosto denuncia o cansaço de quem trabalhou o dia todo sem tirar o sorriso dos lábios, você tem essa mania de levar a vida com bom humor até quando as coisas andam difíceis, era essa uma das coisas que eu mais gostava em você. Gostava, também, do modo como você me olhava, misturando amor, carinho e tesão. Gostava do jeito como suas mãos deslizavam pelo meu corpo e quase nunca ficavam só nas minhas coxas. Você sempre me teve fácil, eu sempre te quis fácil, mas a nossa relação fazia questão de ser o oposto. Foi difícil, eu sei, suportar as brigas, os gritos, a raiva. Foi difícil ir embora e voltar tantas e tantas vezes, foi difícil dizer adeus, tá sendo, ainda.

Desculpa lotar tua caixa postal com coisas que eu nem tenho certeza se devo dizer. Desculpa, mesmo, mas é que eu preciso confessar pela milésima vez que to com saudades. Confessar que, porra, eu não to sabendo lidar com essa falta de você, do teu corpo e da gente. Tem um pouco da sua ausência em tudo que me cerca e eu não sei o que fazer com o teu travesseiro vazio aqui do meu lado. Não sei o que fazer com essa agonia que sufoca aqui dentro e me tira a paz. Não sei o que fazer com essa insônia e a falta do teu cafuné. Não sei, sabe? Era você que sempre sabia das coisas e agora eu não to conseguindo saber mais de nada. Tá tudo tão confuso e eu fico um pouco perdida na imensidão do vácuo da sua voz. E eu sei que você também se sente assim, eu sei, sem sombra de dúvidas, que de alguma maneira eu também sou o teu último pensamento do dia e não entendo, sabe? Não entendo porquê tem de ser assim, não entendo porque eu preciso tragar um ponto que a gente nunca quis que fosse final.

Desculpa encher teu saco e agitar esse mar mesmo com você pedindo por um pouco de calmaria, não dá, não posso e não quero entregar as rédeas, que embora nunca tenham estado muito em nosso controle, sempre nos mantiveram unidos. Desculpa por acreditar que ainda pode ser, se a gente quiser, e que eu quero, muito. Desculpa por te lembrar que a gente prometeu que era pra sempre e que eu não abro mão de que seja, porque, no fundo, você ainda não abriu também.Desculpa não ter deixado de te amar, de te desejar, de te esperar. Desculpa pela audácia de dizer que você pode até falar que está melhor assim, mas que eu sei que os seus olhos andam implorando pra cruzar com os meus em cada esquina que passa. Desculpa por não engolir esse papo de que alguns amores não foram feitos pra ser, porque o nosso foi, e eu só engulo isso.Então engole também. Engole que eu posso te pedir mil desculpas, mas sempre vou arranjar mais uma pra te ligar até você entender que pode me ligar também, eu sei que você quer, eu sei porque você postou a nossa música e um pedaço do meu texto favorito e o seu melhor amigo andou dizendo que cê chorou olhando uma foto nossa. Eu sei porque você foi naquele evento que eu confirmei sem nunca ter gostado de eventos assim. Eu sei e você sabe, também. Então me liga, porque eu não vou parar de falar, mesmo que você não me escute, até cê entender que o nosso amor já é pra ser.


Eu achei que a gente se amava

Sabe, cara, eu acreditei que a gente era pra sempre, afinal, por que não haveríamos de ser? Se eu não acreditasse nisso, não teria desperdiçado tanto tempo investindo em nós dois. Tudo bem que a gente discordava em algumas coisas, eu detestava a sua toalha molhada sob a cama e você não podava reclamações sob a minha calcinha pendurada no banheiro, eu tinha aquela paixão por fast food, enquanto você ostentava um gosto refinado de quem sabe de cor os melhores pratos franceses, cê tinha um equilíbrio irritante e aquele bom senso que batia de frente com a minha falta de percepção pra normalidade, mas e daí? De certa forma, era isso que nos tornava um casal quase perfeito, não era? Batíamos de frente em quase tudo, mas só quando o tédio ficava insuportável e a gente não se aguentava. Era a nossa forma de dizer eu te amo. Ou não?

Você exclamava e eu relutava, eu explanava e você silenciava, eu berrava, chorava, esperneava, você me acalmava, e depois gritava, também, numa tentativa insana de descobrirmos quem tinha o tom mais alto, mas que mal há nisso? No fim, sempre acabávamos no chão do quarto desejando que a noite durasse só mais alguns minutos para que pudéssemos nos afundar ainda mais nos braços um do outro. Eu me perdi em você numa dessas madrugadas em que o relógio congelou pro nosso beijo durar mais. Eu me perdi em você, cê entende isso? E esperava que você tivesse se perdido em mim, mas eu estava errada. Nós não fazíamos sentido pra quem via de fora, no fundo nem pra gente, só que tudo bem, não é? Amor não precisa fazer sentido. Certo? Amor não faz sentido. Era isso que eu vociferava pela janela enquanto você enfiava um saco de roupas no porta-malas do carro e pedia pra que meu escândalo fosse menor. Não dava, cara, gritar era a única forma que eu tinha pra te pedir que ficasse um pouco mais.

Cê queria um tempo pra pensar na vida e eu queria ser a sua vida, a conta não tava batendo, eu tinha a sensação de que, em algum momento, haviam me tirado da minha própria história e eu estava perdida em algum lugar que eu não conseguia ter certeza de onde era. Como é que você podia ir embora depois de tudo? Como você podia afirmar que tinha cansado daquela nossa esquizofrenia? Que estava machucado demais pra continuar tentando? Tudo entre nós era meio doido, mesmo, mas doído não. Como é que você podia olhar nos meus olhos e jurar que o nosso amor feria? A gente se amava e amor não dói, certo? Eu te amava, muito, descontroladamente,e a única coisa que me estilhaçava era te ver ligar o carro pra ir embora. Você não tinha o direito de fazer aquilo com a gente, você não podia fazer aquilo comigo.

Eu acreditei que a gente era de verdade, que tudo era de verdade, as promessas, os beijos, os carinhos, os abraços, o futuro, os sonhos, e o amor. Mas eu me enganei. Nossa história não passava de uma grande mentira. Você não passava de uma grande mentira. As promessas e todo o combo que veio com elas eram mentiras. Um teatro bem interpretado por alguém que precisava gastar um tempo antes de partir para o próximo espetáculo, mas o que eu sentia, cara, não era brincadeira. Eu perdi o compasso quando não consegui interpretar na sua falta de feição que cê tava vazio e fui me preenchendo com a ideia de que, da nossa maneira, estávamos dando certo. Nunca demos, amor, agora eu sei. Não se ama sozinho, não é? E eu amei você por nós dois, enquanto eu ia me enganando que a gente se amava igual. Essa foi a minha grande merda, o problema é que ela não para de feder.


A verdade é que o problema era mesmo você

Quando você bateu a porta de casa levando todas as nossas promessas na sua bagagem eu cheguei a acreditar que a culpa era minha. Naquele momento em que a dor foi maior que qualquer outro sentimento, a única coisa que passava pela minha cabeça era que você tinha jogado a toalha porque lutou sozinho e eu não tinha feito por merecer. Se eu tivesse cedido mais e gritado menos talvez você não tivesse fugido da gente, se eu tivesse sido mais paciente e te cobrado menos talvez você não tivesse cansado da nossa história. Se eu tivesse sido o melhor pra você, cê não teria ido atrás de outro melhor. Chorei sozinha no sofá da sala até o sol se pôr e prometi que eu ia fazer de tudo pra você voltar, te arranjei um espaço maior no quarto e na minha vida, comprei alguns jogos novos e topei ceder à televisão todo dia que houvesse jogo, mas nada fez com que você mudasse de ideia.

Entrei pra academia e comecei um regime pesado, quem sabe desse jeito você voltasse a me amar. Tingi o cabelo, mudei de lugar os móveis e importei a sua cerveja favorita. Eu fiz de tudo pra me moldar em você, fui me esquecendo aos poucos pra que você coubesse cada vez mais em mim, só que foi em vão, àquela altura você já tinha um novo alguém, eu não entendia o que ela tinha feito que eu ainda não tinha tentado e eu me culpava pelo nosso final, como se você tivesse feito tudo e eu não me importasse com nada, eu fiquei tão cega que não conseguia enxergar que eu tinha feito muito mais por você do que você por mim. Eu sofri em dobro quando deixei o peso do fracasso do nosso amor ficar só nas minhas costas quando, na verdade, ele era um fardo só seu.

O que eu não consegui perceber naquele instante em que você ajeitou a mala no carro e olhou pra mim com piedade sussurrando “o problema não é você, sou eu”, é que cê tinha mesmo razão. O problema nunca fui eu. Demorei muito pra entender isso, eu estava tão desesperada pra recolher os caquinhos que tinham sobrado de nós e reconstruir o nosso amor, que eu nem percebi que era você a brisa que nos jogava cada vez pra mais longe. Eu passei todos esses anos lutando pra reerguer uma história com a estrutura toda rachada enquanto você lutava pra quebrar cada vez mais os nossos alicerces. Eu já estava sozinha nesse barco muito antes de você anunciar que tava pulando fora, eu só não estava pronta pra aceitar isso. 

No fundo era mais fácil carregar sozinha essa carga do que admitir que a gente tinha acabado de verdade. Na medida em que a culpa era só minha ainda tínhamos alguma chance, no momento em que eu resolvi engolir a realidade em um gole só e assumir que a culpa era sua, precisei, também, abrir os olhos pra tudo que vinha acontecendo e admitir que não tínhamos mais nada pra ser. Nós já não éramos há sei lá quando tempo. Por isso toma aqui a mochila arruinada que você esqueceu em casa, o peso da nossa derrota fica com você, eu prefiro seguir o meu caminho de um jeito mais leve.


Vocês gostaram? Se sim, fica aqui o link do blog da Gabriela para vocês poderem conferir muito mais! Ah, ela está presente em todas as redes sociais, então não tem desculpa pra ficar longe dela! hahaha

beijão amores, já já eu volto com mais novidades! smack <3

5 comentários:

  1. Olá, não a conhecia obrigada pela dica, as vezes a leitura nos ajuda, em qualquer momento, de qualquer sentimento. Um beijo!
    http://liaencantada.blogspot.com.br/

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    1. E como a leitura nos ajuda! Quando temos o hábito de ler, permitimo-nos entrar em um outro mundo, um mundo que muitas vezes pode ser mais real do que o que levamos! Beijão flor!

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  2. Olá, tudo bom?
    Eu já conhecia os textos dela, vejo as vezes no facebook, mas nunca procurei conhecer melhor. Adorei saber mais, vou procurar a página dela e encontrar alguns textos, além daqueles que aparecem na minha página inicial.
    Estou dando uma olhada nos blogs que sigo, mas pouco visito. Fazia teeeeeeeempo que não vinha aqui no seu blog, está lindo! Beijo!
    http://conversasassim.blogspot.com.br

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  3. Awwn que saudades Sáviaa sua lindaa <3
    estou amando a evolução que seu blog teve, nossa que divo e super lindo que ele está!
    Parabéns amore, muito mais sucesso, o Azul Clichê merece *-*
    Beijoos

    http://misteriodobrilho.blogspot.com.br/

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  4. ameei , continue assim vc vai longe , beijo <3

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